Não sobrou pedra sobre pedra!
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| Frente da casa de Frederico Figueira |
Não sobrou pedra sobre pedra!
Hoje eu trago para vocês esse texto e as fotos da demolição da casa em que morou o jornalista e político Frederico Figueira (1849- 1924), na rua que leva o seu nome (antiga Rua Formosa), em Barra do Corda.
A histórica casa também foi residência do casal Antônio e Dinê Azevedo - ele gerente das Casas Pernambucanas durante 36 anos e ela, dona da Dinan Boutique, a primeira de Barra do Corda, que funcionou no mesmo local, no período de 1978 a 1990.
A casa, até recentemente, era sede da loja "A Dias Móveis". Em breve nela será instalado um novo empreendimento comercial. Segundo informações a mim repassadas por uma fonte, o proprietário tem os alvarás de demolição e da futura construção, concedidos pela prefeitura. Os trabalhos, de acordo com a mesma fonte, são supervisionados por uma arquiteta.
Importante ressaltar que a demolição só é possível porque Barra do Corda não possui uma Lei de Preservação do Patrimônio Histórico. Sem a legislação, o que se vê é o fim de um dos mais belos conjuntos arquitetônicos do interior do Maranhão, e a sensação é de que não vai sobrar pedra sobre pedra, como mostram as fotos que fiz hoje pela manhã, quando o sol ainda relutava em aparecer.
Frederico Figueira
Jornalista e político, Frederico Figueira foi foi uma das maiores personalidades maranhenses do final do século XIX - início do século XX. Sobre o local do seu nascimento, há controvérsias, mas ele viveu e faleceu em Barra do Corda, onde fundou, com outros intelectuais, o jornal O Norte. Trabalhou como repórter, redator-chefe e editor do jornal, que comandou durante 35 anos.
Vereador, promotor público e intendente de Barra do Corda, cargo que equivalia ao de prefeito, Frederico Figueira foi deputado estadual e federal; presidente da Assembléia Legislativa e governador interino do Maranhão, nos idos de 1916. Destacou-se, também, por seus trabalhos nas áreas da ecologia e educação em Barra do Corda.
Sobre o local de nascimento de Frederico Figueira, uns afirmam que teria sido Colinas, outros Passagem Franca. Mas ele faleceu, realmente, na cidade de Barra do Corda, "que parou no dia 8 de julho de 1924, para se despedir do Velho Paladino da Imprensa", conforme relata o jornalista Heider Moraes, em artigo publicado no jornal Turma da Barra On Line.
*Meu nome é Jorge Abreu. ( Jorge Abreu é Jornalista)
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