Eleições 2016: Imperatriz ferve de pré-candidaturas a prefeito.
Assim como em
São Luís, em Imperatriz já borbulham as articulações para a eleição do ano que
vem. A disputa é pela candidatura a prefeito. PCdoB, PSDB, PSB, Rede, PDT, PPS,
PTN, PHS e PMN testam seus nomes junto ao eleitorado. O momento é de buscar
estatura para garantir a viabilidade na corrida eleitoral. Antes que os
diálogos se afunilem e as coligações surjam, a ordem é mostrar força.
PMN
O ex-prefeito
Hildon Marques (PMN) continua numa silenciosa caminhada. Aposta na ‘memória’
dos seus eleitores enquanto articula maneiras para atrair a atenção do grupo
Sarney e do senador Edison Lobão. Mostra-se como alternativa para sobrevivência
do grupo político em Imperatriz. Sua reconhecida extensão eleitoral e
sagacidade em campanhas permite levar os partidos descontentes a assinar sua
proposta de união contra os pretendentes apoiados pelo Executivo estadual e
municipal. E convoca “os partidos que queiram integrar um arco de aliança
dispostos a governar comigo, a tomar as rédeas da administração e não ficar
paralisado ou se queixando dos problemas”.
PPS
O experiente
político Pastor Porto (PPS) pode criar uma onda de debates caso consiga
aglutinar legendas com menor força levando a eleição a uma disputa mais
acirrada. “Mas uma coisa é certa: três partidos podem fazer uma aliança
nacional com o PPS para a próxima eleição. Já temos conversas adiantadas nesse
sentido”, afirmou Porto, que já foi vice-governador no governo de Jackson Lago
e vice-prefeito de Sebastião Madeira.
PSB
Apesar do
presidente do PSB, Luciano Leitoa, declarar que “o partido ainda está ouvindo
nossas lideranças de Imperatriz e as lideranças estaduais do partido”, está
praticamente certo o apoio socialista à pré-candidata do PDT. As estreitas
relações de amizade entre os presidentes do PSB e do PDT podem garantir o
registro desta parceria nas convenções do ano que vem. E o PT pode engajar seu
discurso caso não lance nomes no pleito para a prefeitura do segundo município
mais importante do Maranhão.
PSDB
O PSDB do
prefeito Sebastião Madeira quer continuar no poder e lança pré-candidatura, ao
mesmo tempo que tenta conciliar as arestas com o PCdoB, partido do governador,
disposto a eleger um comunista para o comando da cidade. Sem um substituto
natural ao prefeito Madeira, os tucanos investem em novas lideranças. O
vereador Esmerahdson de Pinho e o advogado Daniel Souza (secretário municipal
de Regularização Fundiária) são exemplos. A cúpula estadual e a nacional
acompanham o sucesso (ou fracasso) da articulação de ambos para optar pela
candidatura própria ou coligação com aliados.
PMDB
O PMDB,
comandado pelo ex-senador Antônio Leite, apresentou o delegado Assis Ramos como
pré-candidato do partido, articulação que poderia travar uma ampla composição
com o empresário Hildon como prefeito e o delegado Assis como seu
vice-prefeito. Fato que mudaria sensivelmente o cenário eleitoral, obrigando os
partidos a rever seus entendimentos de candidaturas individuais.
PCdoB
O PCdoB conta
com um hábil e poderoso articulador em Imperatriz, o secretário estadual de
Articulação Política, Marcio Jerry, que carrega na sua bagagem o conhecimento
das relações entre as forças dos partidos e dos movimentos sociais do período
que exerceu a função de secretário municipal no governo do prefeito Jomar
Fernandes e posteriormente no gabinete da deputada federal Terezinha Fernandes.
Atualmente, o PCdoB prepara para o páreo o deputado estadual Marco Aurélio, que
não assume a candidatura preferindo aguardar um momento mais confiável enquanto
trafega confortavelmente como parlamentar na Assembleia Legislativa. “O desafio
não é ganhar a eleição, mas ter condições de firmar parcerias plenas para
formar um governo revolucionário para a cidade”, esquiva-se. O partido
governista guarda os vereadores Adonilson Lima e Carlos Hermes como reservas
técnicas como nomes apropriados para o papel de vice numa chapa majoritária,
dependendo da dimensão do terreno eleitoral alcançado pelos negociadores da
estadual, sempre estabelecendo uma fronteira que não prejudique a continuidade
no governo estadual no pleito de 2018.
PDT
A atual
deputada federal pelo PDT, Rosângela Curado, ampliou sua margem de votos depois
que esteve como candidata a prefeita de Imperatriz em 2012. Surpreendeu a todos
com o segundo lugar que garante uma vaga entre os desejados pelos eleitores,
mas necessita de uma ampla coalisão para vencer as barreiras impostas pelo
prefeito Sebastião Madeira (PSDB) e ex-prefeito Hildon Marques (PMN) pela
ocupação nos redutos de votos dos dois tradicionais líderes. As negociações
estão a cargo do presidente estadual do PDT, Weverton Rocha, que pediu licença
do mandato federal para fortalecer a musculatura política da pré-candidata Rosângela
Curado, que se lança na corrida adotando discurso de renovação: “Nesses 163
anos, Imperatriz nunca foi governada por uma mulher e eu acredito nessa quebra
de paradigma”.
PHS
O
pré-candidato Chico Brasil (PHS) acredita na necessidade da ampla articulação
entre os partidos menores para mudar o curso da campanha. “A minha
pré-candidatura é pelo PHS (Partido Humanista da Solidariedade) e estamos em
conversação com outros partidos políticos que no momento estão definindo suas
posições no cenário da Eleições Municipais 2016”, explicou. Portal Veras.
Comentários
Postar um comentário